sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Criações


Créditos para Um Sábado Qualquer.

domingo, 15 de maio de 2011

A vela



O camarada é brasileiro, gosta de feijão com linguiça, torce pro Corinthians Sport Club, estuda e sempre que pode esta trabalhando. Gosta de rock, animes e se divertir com os amigos. Fala de forma comum, uns palavrões aqui, outros ali, se expressa como um jovem qualquer. Esse é um exemplo de um amigo outrora considerado ateu. As coisas mudam, o companheiro perde o trabalho, o time cai pra segunda divisão, vai mal nos estudos, o rock parece não ter mais a mesma mágica de antes. A garota que ele amava não estava nem aí pra ele. O cara acha que tem alguma coisa errada. Deus. A mãe fala que é falta de deus, a avó diz que está orando pelo neto, o pai tem fé que tudo vai dar certo. Os exemplos de vida mais próximos o envolvem num clima de total submissão ao inexplicável e ao improvável. Dizem que os milagres acontecem a toda hora, que basta "crer para que Ele faça o trabalho dele". Como se acreditar em algo fosse torna-la algo real, palpável. O pensar, que era comum, rareou. Tudo tornou-se obscuro e de difícil compreensão. A chama da vela que o rapaz mantinha acessa apagou-se e infelizmente ele se infectou, cristianizou-se.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ateísmo militante, até aonde irão?



Olá pessoal, já faz um tempo que não escrevo por aqui, muita correria, muitas coisas acontecendo na vida real, naquela que só nós sabemos o que acontece. Quero falar sobre uma onda crescente que venho percebido na net, em especial em redes sociais como o Twitter . Pra quem não sabe (poucas pessoas, e se você está lendo este blog provavelmente não é uma delas) o Twitter é um blog onde as pessoas escrevem o que querem sobre o que querem e onde as pessoas que tem interesse sobre os comentários desta pessoa passam a seguí-la e a ler seus tweets. Assim como existem crentes, católicos, espíritas e religiosos em várias redes sociais os ateus também estão presentes, proferindo suas ideias e divulgando seus ideais, tentando tornar o mundo um lugar livre de mitos e da religião. Muitos perfis pessoais e alguns de entidades, blogs ou comunidades. Venho percebido várias tentativas de alguns perfis e de entidades no intuito de reunirem os ateus em uma categoria só, fazer de nós um grupo homogêneo, e o problema mora bem aí. Diferente dos grupos religiosos, que seguem preceitos bem definidos e acreditam em alguma coisa, nós não acreditamos em nada, e não acreditar em nada não é um bom caráter para tornar um grupo em um grupo fechado. Nós negamos a existência de uma entidade sobrenatural qualquer. Estes grupos extremistas usam os meios de comunicação tentando reunir todos os ateus em um grupo só. Usam os mesmos recursos que os religiosos: discriminação, agressão e perseguição. Acho que deveriam repensar algumas atitudes e buscar um caminho mais racional, afinal, tem razão quem usa a razão.


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ser voluntário, altruísmo e deus

Há certa espécie de ave que vive em bandos, uma grande família pra ser mais exato e todos neste grupo tem a importante missão de ajudarem uns aos outros. Isso não é uma metáfora nem um conto, é o mundo natural, sem a intervenção alguma do homem. Nesta pseudosociedade quando as aves são colocadas em perigo por um predador ou um inimigo em potencial sempre há uma sentinela, um guarda que tratará de alertá-los a todo o custo, arriscando a sua vida e as suas chances de sobrevivência pelos outros. Há certa vantagem se encararmos isso como um ato voluntário, mas, diferente do homem  as aves não são seres racionais, não são seres que pensam como nós, não são seres que possuem (pelo menos não comprovadamente) a capacidade de agir pensando em situações futuras. Sendo assim como podemos explicar algo tão complexo como o altruísmo?

Espécie de ave altruísta
                                                
O altruísmo está permeado na humanidade, desde os tempos mais longínquos, desde os primórdios da civilização. No começo da história do homem moderno as famílias , assim como muitas vezes acontece hoje, viviam muito próximas umas das outras. Um aglomerado de famílias é denominado hoje como tribo, e todos tinham o seu papel na tribo. Os homens, pelo seu tipo físico mais forte e mais robusto, melhor adaptado para situações que requerem mais esforços, tinham a importante missão de caçar e proteger suas famílias, enquanto que as mulheres, mais frágeis do ponto de vista físico, tinham a missão de recolher frutos e cuidar da prole, ou seja, de seus filhotes.  Algumas pessoas podem não compreender o que isso tudo tem haver com o altruísmo, tentarei ser mais sucinto. As famílias conviviam juntas por dois motivos principais: o primeiro deles é que em um grupo maior de pessoas teria uma vantagem maior e mais eficaz caso houvesse um ataque de um possível predador (lembre-se que estou falando dos primórdios da humanidade, quando ainda não haviam armas químicas nem poemas)  e a segunda vantagem era a de que as famílias pertencentes a uma determinada tribo tinham também a vantagem de que um cuidaria da prole do outro. Elucidando esta passagem anterior: imagine que a tribo imaginária ‘Pelesgrossas’ tenha dez homens, dez mulheres e vinte crianças, cada par de crianças resultado da união de um casal. Enquanto metade dos homens caça em um dia, e metade das mulheres saia para coletar frutos, sementes e água, por exemplo, a outra metade, os cinco homens e as cinco mulheres continuavam em ‘casa’ cuidando da prole daqueles que estavam fora, trabalhando para um bem maior, no caso trazendo subsídios para que esta mini sociedade continue a funcionar redondamente. Enquanto uma parte da sociedade trabalha buscando alimentos e outros recursos, outra parte torna-se responsável pela proteção da comunidade e da prole alheia.
Homem primordial, no início dos tempos, quando viviam em bandos e em pequenas comunidades que quase sempre eram suas famílias


Tá, mas o que esta historinha tem haver com deus?

As pessoas justificam o altruísmo como sendo uma qualidade notadamente divina, o que é claro, não o é. Temos uma hipótese evolutiva para elucidar uma questão tão complexa como o altruísmo na sociedade moderna. Há muito tempo atrás, como na historinha que eu contei, as tribos, vilas e clãs eram aglomerados de famílias, ou seja, todos eram aparentados uns aos outros. Uns eram primos, outros irmãos, outros sobrinhos, e assim por diante. Havia um laço sanguíneo relativamente próximo que unia todas estas pessoas, o que sustentava que uma pessoa cuidasse da outra, afinal, todos eram da mesma família. Quero chegar no ponto de que a evolução faz com cuidemos da nossa prole como a coisa mais importante nesse mundo, afinal (sem mais delongas filosóficas sobre o sentido da vida) uma das únicas coisas que todos os seres vivos tem em comum é a replicação, multiplicação e o passar das características genéticas para os descendentes, e tal fenômeno faz com que nos esforcemos ao máximo para garantir que nosso material genético será passado adiante, e faz também com que tenhamos uma afinidade ainda maior com aqueles que são nossos parentes pois, compartilhamos mais genes (material hereditário herdável) com nosso primo mais distante do que com alguém que more do outro lado do planeta.

Uma família da idade das cavernas!

Proteger a prole é o mesmo que garantir (do ponto de vista estritamente biológico) que passamos por este mundo e deixamos nossa marca aqui na forma de nossos descendentes, que compartilham alguns genes conosco.  Com o passar do tempo as vilas e comunidades foram crescendo de forma exponencial de forma que nem todos que moravam naquela mesma região ou cidade tinham algum grau de parentesco mas ainda assim as pessoas mantiveram o hábito ou a tradição de continuar a proteger e ajudar o próximo voluntariamente. Esta história toda é um fato, e fato este observado em mais de um grupo de animais (macacos, aves, homem) que corrobora a hipótese de que o altruísmo surge dentro de uma sociedade sem que haja nenhum tipo de religiosidade ou misticismo. Há alguns problemas nesta hipótese, como veremos no próximo post. Até o próximo galera!



segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dinossauros, evolução e uma teoria


     
Na minha época de escola nunca tinha ouvido falar sobre evolução, só fui conhecer formalmente isso lá pelos meus 15 anos, mas o primeiro contato que tive com ela não foi no colégio e sim no cinema. Eu adorava (e ainda adoro) um filme do Steven Spielberg, o tal do filme se chamava Jurassic Park, ou Parque dos Dinossauros. Desde meninote eu assistia com afinco ao filme e me encantava com aqueles dinossauros, com os cientistas, com os fósseis completos encontrados em algum deserto dos Estados Unidos (só em filme mesmo pra que isso aconteça) e me atentava com a atenção de um cão de guarda em todos os termos técnicos do filme. Não entendia as expressões que falavam sobre DNA, genes, genética, homeotermia, pecilotermia, recombinação gênica, paleontologia, amina ou lisina ou qualquer outra expressão comum no meio acadêmico. O paleontólogo principal do filme se chamava Dr. Grant e era casado com uma paleobotânica, a Dra. Satler. Logo no começo do filme o Dr. Grant encontra o fóssil completo - sim, pasmem,  completo- de um velociraptor. O bicho estava tão bem conservado que parecia que havia sido colocado ali pela mão divina. Enquanto fazia algumas inferências sobre o comportamento do bicho, hábito de vida e várias outras coisas mais para uma pequena platéia que se ajuntava próximo dele via-se um garoto zombando e rindo do que ele falava. O Dr. Grant dizia que aquele bicho era muito mais aparentado com uma ave do que todo mundo pensava que era.

     A discussão no filme é mais importante do que parece ser. Embora não fosse o cerne do filme que ganhou sei lá quantos Oscares e faturou milhões o filme teve uma significativa importância (e não me refiro as enormes quantias de dinheiro que os fabricantes de brinquedo e as gráficas ganharam publicando barbaridades de coisas, enfim). O filme não trouxe interesse apenas em dinossauros, trouxe interesse e curiosidade em história natural, em paleontologia, em zoologia e é claro: em evolução. Quando alguém fala de evolução aposto minhas calças como os assuntos subsequentes serão deus e a palavra teoria. Num país como o Brasil em que mais de 95% da população é religiosa ou acredita em 'algo maior' (eu sempre digo que acredito no King Kong) o assunto não poderia ser outro que não ele, o todo poderoso, mas isso faz parte de um outro texto. A segunda coisa que as pessoas vão falar é que é apenas uma teoria, algo um pouco mais digno que uma mentira. Seja lá qual for o assunto a ser falado depois de evolução ambos convergem para um mesmo fim: a não aceitação de que as espécies evoluem, ou simplesmente se modificam e se transformam. No senso comum é corriqueiro a utilização do termo teoria como algo com pouco crédito, sem muito valor. A evolução é um fato não mais questionado no meio acadêmico há muito tempo, a teoria da evolução por seleção natural é a teoria. As pessoas confundem coisas tão distintas, é um absurdo! Uma comparação compatível seria igualar um pato e uma jaboticabeira. O fato é algo que é palpável, que é sustentado por inúmeras provas e que evidência algo; no caso da evolução existem muitas provas, o registro fóssil, a similaridade entre as espécies atuais e extintas, o DNA em comum com todos os seres vivos, entre outros. Já uma teoria tem o papel de tentar explicar como os fatos se deram (aconteceram nesse caso). É nessa hora que Darwin entra na história e percebe-se o quão grandioso este homem foi. Darwin, um simples homem conseguiu teorizar a evolução de forma a torná-la algo compreensível e acima de tudo desmistificou algo que há muito todos sabiam, mas não admitiam. Darwin e Wallace encontraram independentemente uma mesma forma de explicar como as espécies evoluíam!

    Hoje eu não saberia viver sem o fato da evolução. Talvez a teoria da seleção natural ainda possa ser modificada, não sei, as coisas podem mudar. Por enquanto ao meu ver ela é a única capaz de explicar como de um início tão simples as espécies continuaram a se modificar e a evoluir. Fico triste que as pessoas não se interessem por um assunto tão importante como esse. Fico mais triste ainda que as pessoas tenham medo de estudar a evolução, como se ela fosse um bicho de sete cabeças ou um dragão qualquer. Chega a ser injusto uma escola não mostrar as crianças um fato como esse. Fato tão importante quanto o fato de o sol ser responsável pela vida na terra, ou o fato de que não devemos roubar nem matar. Ignorar um fato desses com ou sentimento é matar um pouco de cada criança e ser curioso dentro de cada um de nós. Cabe a mim agradecer a Darwin, ao Wallace, ao Gould e a todos os outros evolucionistas convictos assim como eu. E é claro, não poderia me esquecer, ao Dr. Grant.

domingo, 10 de outubro de 2010

Um apelo a razão



Uma rocha, uma folha, a asa de um inseto ou mesmo uma simples pegada. São todas informações naturais, que estão ali porque fazem parte do mundo natural. A ciência tem como essência (embora essa palavra seja inadequada) a busca de respostas naturais para os eventos, sejam biológicos, físicos ou químicos. Em pleno século 21, com a descoberta de novos corpos celestes, genes que produzem proteínas coloridas e um mapa do funcionamento detalhado de como o DNA é transmitido de geração em geração há uma projeção nada agradável de um futuro não tão distante assim. As pessoas continuam a se espantar com a grande quantidade de informações que se pode retirar de um simples objeto. Conheço algumas pessoas que acreditam que as coisas não tem razão, não possuem sentido e que elas existem e funcionam de uma forma perfeita e que devem ser sempre ininteligíveis. Algumas pessoas conformam-se com a idéia de um mundo estagnado e constante, que não sofre nenhuma alteração.

Jogue um copo de água sobre uma bacia. Jogue uma, duas, dez, vinte, trinta vezes e faça um estudo minucioso de como a água cai, de que formato ela cairá, de quão rápido isso vai acontecer e se a temperatura vai influenciar em algo. Faça isso durante vários dias, em várias condições e eu garanto pra você que você irá obter um padrão nisso tudo. Pode não ser um padrão fácil de se compreender, mas haverá um padrão. O âmbito da ciência não está na negação de deus ou de qualquer tipo de divindade, não está em deixar o complicado de lado. O objetivo final da ciência é entender, compreender e reproduzir algo, essa é a verdadeira tríade sagrada. Assumir que algo é impossível de se entender ou que não possui um padrão é aceitar a nossa ignorância como algo estável. O ser humano difere de seus companheiros de reino pelo fato de raciocinar, de tentar compreender e reproduzir as coisas, em síntese, o homem tem como primogênito a mesma tríade citada anteriormente.

Pra que algo tenha sentido ou razão não é necessário que ele se auto justifique. A razão está no fato de uma ou algumas seqüências seguirem um molde pré-definido e terem como conseqüência algo que seja previsível pela compreensão dos mecanismos anteriormente compreendidos. Aceitar que todas as coisas possuem razão implica na aceitação da lógica como único método capaz de prever um determinado evento. A aceitação da razão como única forma de compreensão do mundo é naturalmente a que melhor se adequa a sociedade moderna. Embora seja de difícil elucidação aceitar a razão é um passo natural na escala de progressão da humanidade. O método é o mesmo para qualquer evento que se queira compreender, entender e reproduzir: procure um padrão e você obterá todas as respostas! Tomo a liberdade de pegar emprestado o termo monofilia da biologia. Para uma compreensão sucinta do mundo natural (e o sintético também) o método é baseado sempre no mesmo modelo testável e é de uma forma tão simples, mas que pode ser tão complexo dependendo do fenômeno a ser estudado, que a diversidade de pensamento aflora. A justificativa de que tudo pode ser completamente compreendido é a arma mais poderosa para o desenvolvimento de todas as ciências e conseqüentemente uma melhor condição de vida para as pessoas.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Da morte, da metafísica e do conhecimento

Enquanto as pessoas se preocupam com a copa ou com as eleições, vivo em busca de uma razão, uma conta simples pra definir o porquê de nosso viver, das repetições e das equações repetitivas do dia-a-dia. Enquanto o tempo passa e envelhecemos o peso do conhecimento das gerações passadas parece tomar forma em nossa sociedade moderna. Enquanto uns poucos se preocupam com o futuro incerto de um algum desconhecido qualquer o resto de nós continua a viver uma vida medíocre e cheia de repetições, como macacos amestrados. Penso, às vezes, que temos sorte de sermos pessoas e não prédios vazios e sem significado algum. Embora estejamos vivendo um momento de acesso livre a informação, veja bem, informação é diferente de conhecimento, o significado das palavras torna-se cada vez mais abstrato, como  se escrevêssemos em algum tipo de código secreto, restrito apenas a um pequeno circulo de pessoas. Escrevemos, cantamos e fazemos de tudo pra nos prender a esse mundo, cientes de nossa fragilidade e incompreensão.  Juramos amor ao não conhecido e nos aprofundamos nas artes de alguma área obscura qualquer do conhecimento; damos um passo rumo ao progresso de um chamado ‘bem maior’ enquanto definhamos lentamente e nossos cabelos não param de crescer! Ah sim, quanto cabelo desperdiçado, quanto cabelo jogado ao chão! Enquanto os ciclos continuam perpetuamente nós rumamos em direção ao desconhecido, o indizível e infalível encontro final, esperando por uma resposta pra tudo, e enquanto as tão famosas fases bioquímicas continuam sendo estudadas nos perdemos num universo compreensivelmente e inoportunamente tristes. Sim, tristes, se habituados a todas as respostas e a todas as razões do mundo. Felizes se pensarmos que resistimos durante tanto tempo, ou tempo o suficiente pra se tornar algo racional, capaz de existir, pois existir, mesmo que de forma precária é infinitamente superior a não existir. E quando enfim não tivermos mais medo algum e acreditarmos que tudo realmente valeu à pena, deixaremos pra sempre a nossa marca em algum lugar, e encontraremos nossa recompensa,  o último inimigo a ser aniquilado será a morte.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Um recomeço

Boa noite caríssimos!
Sei que já faz algum tempo que não posto nada e que provavelmente pouquíssimas pessoas ainda lêem este blog mas voltei e pretendo continuar a escrever por aqui. Aos que ainda acompanham (se alguém acompanha!) peço desculpas e me comprometo novamente a disseminar o ateísmo e a razão, ou melhor, um discurso secularista e sem preconceitos. Estou a procura de pessoas comprometidas a escreverem no blog; já tive muitas experiências com muitas pessoas que se diziam interessadas em escrever mas que no final das contas acabaram por não contribuir em nada. Quem tiver interesse pode me escrever no vinicius.sfb@gmail.com ou ainda pelo twitter @vinicius_JOS . Força sempre gente, ainda este mês dois ou três textos aqui!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ad infinittum




Por muito tempo se discute fervorosamente acerca das razões pelas quais vivemos. Desde os tempos mais remotos, nas civilizações ocidentais ou orientais, preocupamo-nos em nos empenhar na busca por um álibi de nossa existência. Por quê, por quem ou pelo o quê vivemos, são estas as questões que certamente habitam até as mentes menos privilegiadas, pelo menos em algum momento da vida. Um motivo aparentemente vazio e sem significado, erroneamente¹ interpretado como uma crise existencial mas que inexoravelmente aflige a todos nós. Uma busca pelo mágico e especial, por algo que nos coloque em uma posição de destaque em relação aos nossos companheiros supostamente menos evoluídos. Traduzindo isso para a linguagem do parquinho: Queremos ser o preferidinho da professora, de forma que a única maneira de nos sentirmos assim é repetir a nós mesmos que somos especiais especiais e que independente da ótica alheia nós continuaremos a ser especiais.

Em alguns locais, como manicômios e hospitais psiquiátricos, as pessoas dizem ouvirem vozes, ou dizem que conseguem ver coisas que ninguém mais consegue. Há relatos desse tipo de comportamento em locais muito familiares a nós, mais familiar do que imaginamos, um local muito singelo e aparentemente confortador: igrejas. As pessoas nas igrejas dão um nome a esses tipos de delírios (há palavra mais apropriada para isso?), e o nome disso é Deus, por outro lado no hospício as pessoas dizem que em seus delírios elas conseguem ouvir e sentir distintamente a presença de Napoleão, Hitler, Alexandre ou qualquer outra personalidade histórica. Sem dúvida alguma a diferença que a sociedade vê entre esses dois tipos de crentes está nos números, a quantidade de fiéis as igrejas é muito superior a quantidade de doentes mentais internados (a dúvida que me apetece é : não seriam ambos a mesma coisa?).

Perde-se muito tempo com esse tipo de coisa, esse tipo de discussão é muito pouco parcimonioso e embora as evidências (ou a falta delas) estejam mais do que claras as pessoas ainda procuram uma resposta pra esse tipo de pergunta, um paradoxo há muito já resolvido. Há vida não tem sentido, nunca teve e nem terá, somos único e exclusivamente produtos da seleção natural. Não me importo com isso, e nem por isso vou deixar de viver e continuar a aproveitar a minha vida. Acredito que ainda podemos amar, se divertir e vivermos felizes. Certamente continuaremos a apreciar as belas músicas que ouvimos, ou a prestigiar as pessoas que nos são importantes e a debater sobre assuntos que jamais chegarão a nenhum consenso, como uma discussão banal sobre qual time é o melhor, e quer saber, continuaremos a ter ótimas refeições e é isso o que realmente importa, aproveitar a vida.

¹Erroneamente sim, uma vez que o processo de autoconhecimento e autoquestionamento é essencial para o desenvolvimento de qualquer indivíduo, independente de credo ou religião.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Indução a religião




Primeiro, se pararmos para pensar, quando nós nascemos não possuímos nenhuma religião, logo pode-se associar que a medida em que crescemos, a própria sociedade temerosa a Deus tenta por nas nossas cabeças que existe um ser supremo que criou você e o resto do mundo em 7 dias. Ou seja, se hoje você acredita em deus, é porque essa idéia foi colocada na sua mente, pelos seus parentes, amigos ou até pela mídia etc.




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"Mulheres infiéis são surradas com varas na Malásia"



http://noticias.uol.com.br/bbc/2010/02/17/mulheres-infieis-sao-surradas-com-varas-na-malasia.jhtm

A notícia é essa mesma: Mulheres infiéis são surradas com varas na Malásia. Pergunto-me que tipo de troglodita apoiaria um tipo de ato como esses. E ainda dizem que a religião não é a raiz de todo o mal.

De acordo com a notícia "A punição serve para ensinar e dar uma chance aqueles que saíram do caminho para que retornem e construam uma vida melhor no futuro". Qual é o caminho a que eles se referem? O caminho em que uma pessoa não pode fazer o que quer sem que a sociedade interfira? Ou o caminho de um Deus caridoso que faz com que os homens punam a si mesmos prezando seu próprio bem?

O governo, as leis ou o Estado maior não podem se submeter a nenhuma religião, a nenhum tipo de moralidade. As leis não foram criadas para agradar a população, não foram feitas para beneficiar ou prejudicar alguém, foram com o único intuito de manter a ordem na sociedade.

Tá aí, e depois dizem que as religiões não são a raiz de todo o mal, não é mesmo?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Nota sobre a existência

Nenhum ser nasceu predestinado a alguma coisa, nenhum ser tem sua serventia incumbida na razão de sua existência, nenhum indivíduo tem seu objetivo, de fazer algo, ou de ser algo. Existe-se, simplesmente, sem mais complicações.

A planta não existe para ser alimento do herbívoro, bem como o herbívoro não existe para saciar a fome do carnívoro, e este também quando morto não existe para alimentar toda a sorte de seres micro e macroscópicos que se alimentam da matéria orgânica em decomposição.

É inegável que a existência de cada um está intimamente inter-relacionada uma com a outra mas de forma alguma um foi feito no sentido de servidão mútua (ou não mútua, enfim.) ao outro.  Esse processo todo que as pessoas julgam ser tão perfeito e preciso foi moldado por uma das coisas mais fantásticas já desvendadas( em partes pelo menos!): O processo evolutivo.

Simplesmente adaptamo-nos as situações de forma que parece-se que fomos criados, ou planejados (que idéia absurda essa!) uns para os outros, como uma lâmpada é planejada para se encaixar em seu bocal, ou uma chave que encaixa-se somente em uma determinada fechadura.

Essa necessidade de sentir-se especial, ou essa tentativa de querer fazer a diferença é a razão do vazio e da infelicidade de muitas pessoas. Resta-nos apenas um resquício de esperança para abrir os olhos destes que considero como serem os 'negadores de história'.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Ser humano - Reflexões de um pensamento baseado na lógica


Acostumados a ambiguidade das coisas somos impelidos a acreditar no bem e no mal, forçados a ter nossa compreensão limitada a uma visão antagônica de tudo. Reconhecemos o prazer apenas pelo nosso prévio conhecimento da dor; conhecemos o ódio por nosso prévio conhecimento do amor, e assim sucessivamente com todos os sentimentos.

A humanidade em cada um de nós é reconhecida a partir do momento em que conhecemos o oposto de um determinado sentimento /sensação.  E quanto ao vazio da existência?

Como temos tamanha precisão em descrever os mais agudos sintomas e as dores mais profundas da alma (alma no sentido de representação de consciência, longe de qualquer interpretação relacionada a espiritualidade ou ainda qualquer tipo de disparidade correlata a questões metafísicas ) se não conhecemos o oposto do vazio de alma?

A incerteza de tantas coisas, a imprecisão que delimita o que é uma coisa e o que é outra, sentimentos ruins, sentimentos bons, são todos extremos de uma única coisa, uma única sensação, são modificações de um sentimento nato, que já vem conosco. Está impregnado dentro de nossa história evolutiva como humanidade.

Trair tudo o que de repente se repete há tempos promete ser uma alternativa plausível, ou melhor, questionar tudo o que há tempos se tem falado definitivamente é a melhor escolha. Em busca de uma verdade absoluta.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Efeito Placebo




            Placebo é um medicamento, cirurgia ou tratamento “falso”, que não possui realmente propriedades de cura, mas que acaba causando efeito graças a crença do paciente de que ele realmente funciona.
            Como um exemplo,  podemos citar um comprimido de amido ou açúcar, que é dado ao paciente como analgésico, antitérmico ou até mesmo antiinflamatório, e acaba por realizar realmente o efeito esperado de um destes medicamentos.
            Segue um exemplo verídico de como um placebo pode ser eficaz:
            “Sr. Wright, o qual estava acometido de mal generalizado e avançado envolvendo os nodos linfáticos, linfossarcoma. O Sr. Wright desenvolveu uma resistência a todos os tratamentos paliativos conhecidos e sua anemia o impedia de esforços com raios-X ou tratamento quimioterápico. Massas tumorais do tamanho de uma laranja já existiam no pescoço, axilas, virilha, peito e abdômen. O baço e o fígado estavam enormes e o duto torácico obstruído. A impressão, diz Dr. Philip West que acompanhou pessoalmente o caso, é de que ele estava em estado terminal e não-tratável.


Contrariando isso tudo, o Sr. Wright se encontrava menos desesperançado que seus médicos e pediu para ser incluído em um grupo de pesquisa que iria testar uma nova droga, o Krebiozen (que depois se demonstrou ser uma preparação inócua e sem utilidade). Os médicos não o consideraram qualificado para o experimento, já que não contavam que seu câncer pudesse regredir, depois de tudo já ter sido tentado. Sua expectativa de vida era de duas semanas, não mais que isto. Mas o Sr. Wright havia lido nos jornais que a clínica estava pesquisando o Krebiozen e implorou para ser colocado entre os que iriam receber a droga.


Ele mostrou enorme entusiasmo ao chegar a droga e implorou tanto que, contra todas as regras, seu médico acabou concordando em incluí-lo. 


Dr. West, então, permitiu que ele recebesse injeções da droga, sendo que a primeira foi numa sexta feira, quando o médico, segundo conta Dr. Rossi em seu livro, foi para casa imaginando que na segunda feira, com quase toda certeza, infelizmente encontraria o paciente já sem vida. Mas, para surpresa de Dr. West, o Sr. Wright estava à sua espera. Sem febre, nada abatido, andando normalmente. Nenhuma mudança para pior foi observada. As massas de tumor haviam desaparecido, mostrando uma regressão mais rápida que o médico pudesse até mesmo entender.


O Sr. Wright teve alta e foi para casa, quando saiu novamente nos jornais que o Krebiozen era inócuo. O homem teve uma recaída e retornou ao hospital. Desta vez, porém, foi o médico quem propôs que ele retomasse as injeções de Krebiozen, alegando que a droga surtia efeito e que o que saíra no jornal era referente a um lote da droga com validade ultrapassada. Dr. West fez isso porque sabia que seu paciente saíra do estado terminal para voltar para casa são, graças à esperança que ele depositava na nova droga, e sabia também que nada mais poderia ajudá-lo. Novamente, a doença do Sr. Wright regrediu, diante das injeções. A recuperação, segundo o médico, foi ainda mais intrigante, pois as massas tumorais se dissolveram, o fluido no peito se extinguiu e ele voltou a andar. O caso do Sr. Wright teve um final pouco auspicioso,  já que acabou falecendo, semanas depois de ter novamente sido veiculado no jornal – que ele tomou conhecimento – de que o Krebiozen realmente não tinha função alguma.”

Bem, sabemos que o Efeito Placebo existe, e que é extremamente poderosa, inclusive contra doenças graves e difíceis de tratar, mas como ele funciona?
Isso ainda é um mistério e causa de muitas discussões na medicina, mas existem algumas hipóteses:

É tudo psicológico.
Essa hipótese diz que apenas o nosso psicológico e o poder da mente humano seriam capaz de curar doenças, quando o paciente realmente acreditasse nisso. Sabemos que os nossos pensamentos podem afetar o nosso sistema hormonal e imunológicos, ocasionando uma melhora, ou pelo menos impressão de melhora no nosso organismo.

É tudo emocional.
Essa hipótese diz que, o placebo faz efeito simplesmente pela sensação que ele dá a pessoa de que ela esta sendo tratada, diminuindo a ansiedade, a solidão e a depressão. O que causa efeitos positivos no organismo do paciente.

 A cura é natural.
Muitas vezes, as doenças, até algumas consideradas graves, se curam sozinhas, mesmo quando não tratadas ou tratadas erroneamente. Sendo assim, achamos que elas tenham sido curadas pelo placebo, quando, na verdade, foram naturalmente curadas.

A eficácia do placebo também não é um consenso na comunidade médica, mas varia de 30 a 60% do poder de cura de um medicamento realmente eficaz.

Por que estou postando isso?
Pois o efeito placebo é capaz de “explicar” uma grande parte dos supostos “milagres” existentes. Se considerarmos milagre curas que não são ainda explicadas pela medicina. Logo temos uma lacuna a menos para o seu Deus. 
Por que não ocorrem milagres convincentes, como crescerem de volta uma perna ou um olho perdidos? Por que as curas se limitam a doenças que poderiam regredir mesmo sem intervenção divina? A medicina não explica? E daí? Um dia explicará. E, em não explicando, por que a única outra alternativa seria o milagre?” Dr. Dráuzio Varella

domingo, 13 de dezembro de 2009

Como ja dizia...

Como disse uma vez Vides Junior em um de seus vídeos, "E se deus realmente não existir? você sairia matando pessoas? você deixaria de amar, de viver, você roubaria, mudaria sua personalidade, sua índole? o que seria daí em diante?"
Ética ou crença?
Qual o motivo para você não sair matando pessoas? Porque é um crime, logo será punido pelas leis dos homens ou pela lei divina?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A raiz de todo o mal?

    Se existe uma bolinha azul, não há razão para discordar disso, essa bolinha é azul e ponto final.Se de repente todos os seus amigos, conhecidos e familiares começarem a dizer que não, aquela cor não é azul e sim vermelha você de duas uma:(1) ou tenderá a acreditar que na verdade a cor que é azul é na verdade vermelha, e não temerá em dispersar a idéia de que realmente você estava enganado e que aquela cor que você pensava ser azul na verdade era vermelha, ou,(2) lutará com todas as suas forças pra provar que realmente a bolinha é azul.Tudo isso ocorrerá porque somos extremamente influenciáveis e temos diversos conceitos que são subjetivos.      














 Deixando o papo de bolas pra lá, há quanto tempo estamos acomodados com toda a situação  atual?Coisas que foram impostas a nós: idéias, músicas, modas, tendências, gírias, modos e porque não religião?Já parou pra pensar que desde criancinha você(ou melhor, seus pais) colocou em sua cabeça que existia um deus supremo, uma divindade que criou todas as coisas como elas são?Já parou pra pensar que isso nunca foi um argumento sim uma imposição?!Acho que não!




Já parou pra pensar que todas as coisas que lhe foram ensinadas desde a mais tenra idade não possuem comprovação alguma?E se eu te falar, baseado na própria bíblia, que esse deus caridoso, bondoso e amoroso não passa de um deus vingativo, egoísta, instigador, arrogante e violento; uma divindade prepotente que só acredita em si mesmo e aniquila todos os que se opõem a ele.Isso não se parece nada com o que foi passado por seus pais e familiares quando você era criança.O mesmo deus que falava 'Não matarás' era o que ordenava aos seus súditos que exterminassem todos os homens e velhos e guardasse para si somente as crianças e as mulheres;acredito que não era para lhes fazer caridade.

    
Gostaria que você não encarasse este texto não como uma afronta a suas crenças mas como uma alternativa racional, válida e civilizada.Você se importa com a verdade não é mesmo?Acredito que sim.Se você acredita sozinho em algo é complicado de se ter fé e solidez nestas crenças mas se milhares de pessoas compartilham das mesmas idéias que você, ou seja, das mesmas ilusões e fantasias, definitivamente isso nos trará uma paz imensa.Um motivo a mais pra não questionarmos nada e a fórmula do sucesso das religiões.

Isso acontece com as pessoas quando o assunto tratado é deus.De tanto te dizerem que ele existe você tenderá a acreditar piamente nisso.E afirmará com todas as suas forças que é  realmente naquilo o que você acredita, ou não.Mas que provas temos de que deus realmente existe?Que provas temos de que realmente toda a maravilha do universo foi criado por um único ser?

Tudo bem, você vai me dizer:'Não podemos provar a existência de deus!'.Concordo em partes.Mas também não podemos provar a existência de extraterrestres, nem alienigenas, nem provar a existência de pôneis rosas saltitantes que só aparecem uma vez a cada três mil anos.

Todos acreditamos em fatos, e temos fé nelas.De acordo com o dicionário Houaiss de língua portuguesa fé significa ter confiança absoluta em algo ou alguém, nesse caso, fé na ciência e na estabilidade e poder de previsão dela, e é exatamente por esse motivo temos fé e acreditamos na ciência, pois ela é clara e qualquer pessoa capacitada pode falar e discorrer sobre ela.

O que importa é a verdade, pelo menos eu me importo com isso, e farei tudo pra alcançar essa verdade absoluta.A religião nos dá explicações simples, mas não são verdadeiras.

O problema não é a instituição religiosa, nem mesmo a religião, o problema é o tal do deus, que estimula as pessoas a não pensarem e a estagnarem, desestimula o processo de aprendizado e faz com que nós, eu e você, nos tornemos cada vez mais ignorantes quanto as coisas relacionadas a natureza.Pecado é não observar a natureza como ela é.

A raiz de todo o mal do mundo:
o processo de não pensar chamado, fé em deus, e o extremismo religioso, motivo dos maiores conflitos religiosos!

Olhando uma linda procissão, um encontro de pessoas com uma crença em comum, seria belo se não fosse cômico(ou trágico) e é particularmente incômodo pra mim saber que a razão não é o que reina soberano hoje, em pleno século 21.Pode parecer grosseiro questionar a fé das pessoas mas que provas nós temos de que realmente tudo isso é verdade?

Milagres?
Até hoje eu não vi nenhum milagre em que uma perna amputada nascesse de novo; o fato é que essas coisas realmente não existem.

As pessoas acreditam na matemática, na física, na medicina, na farmácia, em preceitos biológicos mas não dão crédito a razão.Parece que há um bloqueio psicológico e um medo descomunal de aprender e descobrir um novo mundo.É preciso desafiar nosso sistema de crenças, e então, finalmente compreenderemos que tudo seria muito melhor se não tivessemos religiões.Um mundo livre.

Rascunho de pensamento...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Notas sobre...


Todo ser Humano confia naquilo que ele conhece, e de certa forma está preso a isso:a seus conhecimentos, seus valores, suas crenças e sua experiência de vida.Todas essas coisas são subjetivas, são coisas que não podem ser mensuradas e tudo isso pode muito bem não passar de uma ilusão.
Temer e odiar o desconhecido são coisas realmente tolas.

Pense nisso...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Atributos de deus ?



Outro dia estava debatendo com uma teísta, quando rolou o assunto sobre livre-arbítrio.E fiquei pensando um pouco, sobre livre-arbítrio, onisciência e onipotência, resolvi colocar algumas conclusões minhas aqui.Alguns já devem ter lido, ou escutado algumas coisas que irei dizer, porém gostaria que lessem.


Vou começar com os conceitos:
Onisciência, é o designo para um deus que tem a capacidade de saber de tudo, em todos os lugares, ao mesmo tempo e infinitamente.
Livre-arbítrio, é dado a nós, criaturas, como conceito ou filosofia de que somos livres para fazermos nossas escolhas, independente de para o bem ou para o mal. Com essas escolhas decidiríamos aonde passaríamos a eternidade.Onipotência, é designado também para um deus que tem o poder de fazer tudo, qualquer coisa, como transformar nada em mundo, e criar seres dotados de inteligência, como nós.Agora pense um pouco sobre o livre-arbítrio, como disse nós somos capazes de escolher, porém com a onisciência deus saberia o que iríamos fazer, assim não poderíamos surpreende-lo. Ou seja, não importa nada, ele já sabe se vamos para o inferno ou para o céu, antes mesmo de nossos avós nascerem.

Isso não refuta totalmente a ideia de livre-arbítrio, porém é algo a se pensar.

Onisciência, também pode ser usada em, deus não sabia que o diabo iria revoltar contra ele, e não pode fazer nada ?Onipotência, deus com todo seu poder não foi capaz de deter o diabo, ou seja ele não possuí toda onipotência.

Com o poder de um deus, ele preferiu matar seu filho, mesmo sabendo que ressuscitaria, ao invés de com seu poder, fazer simplesmente tudo melhorar. Uma desculpa usada seria livre-arbítrio, porém com algumas reflexões percebemos o absurdo.
Ele, criou o mundo e se arrependeu, mas ele já não sabia que iria se arrepender, por que o fez ?
Ele, tendo a onipotência, por que não fez um mundo perfeito, já que é provido de todo poder ?
Algumas baboseiras que os teístas falam, porém não fazem idéia do que falam.

Afinal, tem razão, quem usa a razão.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Carpe Diem



“O cético não tem ilusões sobre a vida, nem uma crença inútil na promessa de imortalidade. Já que a vida aqui e agora é tudo o que podemos conhecer, nossa opção mais sensata é vivê-la ao máximo.”
 Paul Kurtz

Não são raras as vezes em que sou perguntado como consigo viver sem a ideia de que existe um deus pai que me protege, que me ama e que me promete uma vida eterna perfeita, como eu consigo conviver com a incerteza, ou com a ideia de que terei um fim definitivo, que minhas memórias, que tudo o que eu conseguir, serão completamente apagados com o tempo.

Para ser bem sincero, não posso negar que a existência de um Deus bondoso seria bastante confortável, e, mais ainda, a existência da vida apos a morte. Não posso negar também que já me peguei diversas vezes filosofando a respeito do fim - Do meu, da humanidade, da Terra e do Universo.


Mas, o ser humano possui um complexo de narcisismo e egocentrismo que o impede de admitir a verdade.
Tenho que confessar que por algum tempo, mesmo depois de já não acreditar em Deus, continuei acreditando em almas, em vida eterna (embora não no paraíso) ou em ressurreição, principalmente pelo medo do que seria esse fim.

Mas, depois de muito pensar, não surgiu nenhuma opção mais confortável e plausível, se não aceitar que eu não sou infinito, mas tudo tem um lado bom:
Você já se perguntou o porque da água ser a substância mais essencial a vida e, mesmo assim, ser tão barata? Afinal, apenas surgiram as campanhas para o seu uso racional depois que perceberam que ela podiam “acabar”! Antes (e até hoje) a água é desperdiçada aos montes. Sabem por quê? 
Porque só damos real valor as coisas quando elas são finitas, e, principalmente, raras. O que da valor as coisas não é sua utilidade, é sua raridade.

Sou capaz de apostar como qualquer teísta no mundo vai discordar de mim quando eu dizer que só a visão ateísta e cética do mundo possibilita um aproveitamento total da vida. Que você só vai saber o verdadeiro valor de estar vivo, quando souber o quão improvável e único é estar vivo!

Mas admita por um momento sequer a possibilidade de não haver nenhum deus ou vida apos a morte, e pense, qual a probabilidade de você estar vivo?
Vamos partir do fato mais recente antes da sua concepção: 200 a 500 Milhões é o número médio de espermatozóides liberados pelo homem na ejaculação, 1 é o número médio de espermatozóides que chegam ao óvulo, quando chega. Cada espermatozóide é geneticamente diferente, o que nos leva a crer que resultaria em uma pessoa completamente diferente.

Então as chances de você estar vivo são de 1 em 500 milhões? 
Não, são extremamente menores. Bem, cada óvulo produzido pela mulher também é geneticamente diferente, ou seja, para você nascer, seus pais teriam que copular no momento certo, e o espermatozóide certo teria que chegar ao óvulo. 
 As chances diminuem ainda mais se eu disser que se o seu pai ou sua mãe fossem “diferentes”, você não teria nascido, ou seja, se o mesmo processo improvável não tivesse ocorrido exatamente como ocorreu com seus avós, seus pais não teriam nascido e, por consequência, você também não. Eu posso dizer o mesmo dos seus tataravós, e assim consecutivamente, até chegarmos no “ancestral comum” mais primitivo existente. Se não tivesse ocorrido tudo exatamente como ocorreu, incluindo as piores guerras e desastres, os “casos de amores proibidos”, as gravidez indesejadas, etc., você não estaria aqui. Assim como cada escolha sua resulta em mudanças drásticas não só na sua vida, mas na de milhares de descendentes seus.

Isso tudo sem considerar milhares de eventos anteriores ao surgimento da vida. Posso afirmar que é mais provável que alguém acerte os números da mega-sena milhares de vezes em sua vida, do que este alguém estar vivo.
         E para você que acredita na vida apos a morte, eu proponho uma aposta de pascal diferenciada:
            Viva como se não houvesse o amanhã ou a vida apos a morte, porque, se não tiver, você terá aproveitado, e, se tiver, você não vai ter perdido nada. 
            Viva sua vida o mais intensamente possível, e evite “perder” qualquer segundo que seja. Viva o agora, nunca deixe de ser feliz hoje pelo amanha, muito menos pelo ontem. O que já passou não importa, e você não sabe quanto tempo você tem para viver e aproveitar.
            Esqueça o pecado, esqueça o herege, o proibido, as etiquetas, a diplomacia, esqueça as regras, o certo e o errado. Mas lembre-se, existem outras pessoas querendo viver tanto quanto você, não as atrapalhe.
            A vida é o bem mais precioso que você pode possuir, não a desperdice!